domingo, 31 de julho de 2011

Resenha de "O Misterioso Caso de Styles"

Já falei antes sobre Agatha Christie, uma das melhores escritoras do gênero policial. Para quem já conhece o excêntrico detetive belga Hercule Poirot, duas histórias são muito interessantes. A primeira é "Curtain" (Cai o Pano), seu último caso. Na outra ponta está a segunda história: O Misterioso Caso de Styles, que registra sua primeira aparição.
Curiosidade: ambos têm seus eventos ocorrendo em Essex, Inglaterra.

Dizem que o que levou Agatha a escrever este conto foi uma forma de vencer a aposta de que o leitor não conseguiria descobrir o culpado, mesmo quando apresentado a todas as evidências fornecidas para o detetive. A autora, por sorte, é mestre na técnica do "red herring", carinhosamente conhecida por aqui como a técnica do "olha o avião!". Funciona assim: alguém lhe faz um questionamento e, para evitar responder, você aponta para um fato que nada tem a ver.
"Desviei sua atenção? Missão cumprida"
Enfim, mais de uma vez acha-se que descobriu-se o culpado e o esquema, apenas para na página seguinte descobrir-se que nada tinha a ver. E é a pergunta aparentemente fora de lugar e o jeito maluco de Poirot que consegue ver nas entrelinhas e resolver o caso. Queria falar mais a respeito, mas estragaria boa parte do livro. Apenas mantenha em mente o seguinte: o culpado é quem você MAIS ou MENOS se espera. Sempre.

Agatha Christie foi uma das pessoas que mais souberam avaliar o caráter e a personalidade humana. Ela fez, no começo do século XX, o que hoje séries como The Mentalist fazem, utilizando fatos e traços do comportamento para resolver casos, onde ninguém mais consegue ver a solução.

Recomendo fortemente a leitura!

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