domingo, 3 de julho de 2011

Resenha de "O Caso dos dez negrinhos"


Curiosidade: o livro mais vendido de Agatha Christie é, ironicamente, aquele onde não figuram nenhum de seus personagens mais conhecidos, Hercule Poirot e Miss Marple.

Dez pessoas, cada uma com um passado sinistro, são escolhidas pelo misterioso U. N. Owen para passar uma temporada na Ilha do Negro. Em cada quarto há um poema, falando de dez negrinhos que, aos poucos, são reduzidos a nenhum, cada um por uma causa distinta.

Logo na primeira noite a situação foge do normal: um gramofone escondido anuncia os crimes impunes de cada um. E então, começam as mortes. A cada fatalidade, um negrinho de porcelana desaparece de cima de uma cômoda. Os sobreviventes vão ficando cada vez mais tensos, culminando num final surpreendente.

É essencial destacar algo: Agatha Christie nunca foi comedida em relação ao uso de plot twists. Porém, é gritante a diferença entre o bom uso, visto em suas obras, e de alguém que tenta forte demais e acaba falhando, como a obra atual de M. Night Shyamalan.
Acima: #fail
Enfim, o livro está entre os 10 mais vendidos do mundo, no mesmo rol de gigantes como Tolkien e Dickens, e não é por menos.

O livro foi escrito em 1939. Desde então, o mundo e a ética mudou. O livro passou de "Ten Little Niggers" para, futuramente, referir-se a "Ten Little Indians", e por fim "And Then There Was None". Possivelmente um dos títulos mais reveladores já feitos, ao lado de "Return of the King" do terceiro livro de Senhor dos Anéis.

As influências vão longe. Há pelo menos quatro versões de longa metragem, incluindo uma em russo (ironicamente, a única com final fiel ao livro), uma adaptação ao teatro, além de... personagens e músicas da série Touhou...?
Agatha Christie fuc*ing rules.

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